"- E que somos nós? - exclamou Ega. - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão..."
Os Maias

quarta-feira, 23 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

perde-se, não se parte nem se quebra


o amor entre
duas pessoas
perde-se
assim que se crê
que ele seja
para toda a vida

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago




Cautela!
Que ninguém ouça o que te digo
Dou-te um coração de loiça
Porque o meu anda contigo.







E eis que um senhor autodidacta, nascido numa aldeola, sem estudos, um trabalhador incansável, todos os dias, sozinho, sem renunciar a nada, sendo fiel às suas origens, ao trabalho e à força dos seus, consegue, este homem, sim, representar Portugal deste século!

Se pensarmos que, até ao passado dia 18 do mês de junho de 2010, alguém ainda pudesse ser um estalinista português, apesar de estar em Espanha, é perfeito, no seu melhor, e uma loucura, no seu pior. Sendo que os grandes homens, verdadeiros loucos, nunca se ajustaram às loucuras da vida.

É muito difícil ler todos os seus livros, porque escreveu-os em muito pouco tempo. É por isso, o escritor tardio mais extraordinário. Começou numa altura em que os escritores deixam normalmente de escrever e fê-lo continuadamente como se tivesse 18 anos, como se fosse uma erva daninha que cresce vertiginosamente e espontaneamente em local e momento indesejado, que precisa de ser controlada... e por isso, as suas palavras ficarão esculpidas para sempre na literatura planetária.

Pessoalmente, li “A Caverna” e dei por mim a pensar na relação existente dos suicídios incómodos escandinavos como sombras da teia económica Chinesa assente num simples cariz filosófico - A Lei da Sobrevivência - MAGNÍFICO!

Ao poeta e escritor: A minha admiração

terça-feira, 15 de junho de 2010

Como é que se sabe? (1)

Foto @ Olhares.aeiou.pt (amor e inocência)

Quando ainda era bem novinha, dei por mim pela primeira vez a passar demasiado do meu tempo a pensar num rapaz. E questionava-me se aquele pensamento contínuo seria gostar mesmo de alguém.
Um dia perguntei à minha mãe como é que é possível saber... Perguntei-lhe como é que se sabia que se gostava tanto de uma pessoa ao ponto de querer tomar a decisão de casar com ela. Se com ela tinha sido fácil. A minha mãe na altura respondeu-me que isso acontecia quando eu sentisse que estava a gostar daquela pessoa, tanto como dos meus próprios pais. Ou porventura, mais do que sempre amei os meus pais.
Aí sim, passar o resto da vida com aquela pessoa surge como algo natural.
Eu era muito nova, mas aquela regra fez-me sentido...
Percebi logo que isso não havia de acontecer assim tantas vezes na vida. Não acontece com todos os rapazes bonitos que eu conheço... Ok, com nenhum, pensava. Mas gostava de amar assim alguém. Na altura fazia-me confusão que a minha mãe me tivesse dito que era possível amar tanto ou mais que aos pais. Mas tinha toda a lógica. Se a pessoa que eu escolher para a minha vida vai substituir e criar um novo núcleo familiar, igual àquele que hoje conheço e onde me sinto tão bem, claro que tenho que amá-lo da mesma forma. Tanto ou mais.
Claro que isto é tudo muito mais fácil de entender quando se tem uma família onde há amor, e nem consigo imaginar como é que eu olharia para o mundo se não tivesse os exemplos que sempre tive. Não sei como é que me relacionaria com os outros, nem se conseguiria gostar de alguém.
Já assim não sou perfeita... Sou leal mas não perfeita.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se ainda der para disfarçar...

Ensina-me a dançar ...

 

Sebastião Antunes a solo (MySpace), nasceu em Castelo Branco e foi o mentor da QUADRILHA, (Quadrilha.net e biografia da Quadrilha), um grupo onde encontramos os sons e melodias tradicionais portuguesas com as sonoridades celtas, tudo muito bem misturadinho!
Hoje, no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, para além de ver afincadamente todo o regime dos recursos no processo civil português, sou levada a partilhar uma forma de expressão bem portuguesa: o património da música tradicional.
Os Quadrilha recuperam-na e reinventam-na sem que se perca nadinha da sua identidade.
Como eles próprios definem, a música dos Quadrilha tem base em formas tão simples quanto os motivos das suas canções. Apelam aos homens do mar e as suas crenças, as gentes da terra e as suas lendas, as histórias contadas à lareira, as moças brejeiras, as sortes da lua, os encantos da noite. 
A não perder: «Ai, caramba», «A Balada do Desajeitado», «P'ra saber o fim», «Doideira», «História da Minhota», «Canção de Emborcar», «O Lobo», «Conto do Bicho Papão», «Ninguém é dono do mar», «Quadrilha», «Quando Deus quiser», «Quem casa com mulher bonita», «Valsa da Bailarina», «Se a vida fosse como a gente quer», «Não dêem cabo do Mundo», «Não há dinheiro», «Scotish»...
Ai... gosto de todas. Fazem-me sorrir. Descubram tudo no Deezer.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

E a noite acabou... no Arraial da Sé

Acabou assim... com a oportunidade de me ensinares a dançar música pimba discretamente.
Ainda com o fado nos passos, que nos serviu de inspiração prévia, de quem já tinha adivinhado que uma sardinha valia por tudo em época de santos populares no velho bairro de Alfama. A noite estava reservada para os fados no Marquês da Sé e a companhia, das melhores que se pode ter, esperava por nós. Eis-me. Dou conta de mim à porta da casa de fados a trocar ideias sobre a vida de Amália Rodrigues por terras do Fundão com o Ricardo Ribeiro, não tivessem as cerejas vindo à baila. Ora estavamos ali naquela noite para o ouvir cantar a ele, e era como se já não fosse preciso, pois percebia-se a grandeza da pessoa e das suas palavras que não trocam o certo pelo incerto, que o fado é muitas vezes silêncio, e no caso, estavamos apresentados e em perfeita harmonia. A voz... eu já conhecia. Mas como o importante era a companhia que me esperava à mesa, e que fiz esperar, lá jantámos em noite de fados, que como de costume, nos encheu a alma e esvaziou a carteira, pela fraca qualidade hoteleira. Depois do último trinar da guitarra, saímos em família com destino aos carros que nos haveriam de levar aos lares. Mas antes que isso acontecesse, quis o destino que a troco de uma garrafa de água, fossemos, eu e tu, já sozinhos, ao bar do Arraial da Sé mesmo ali ao lado e não escapássemos ao comprometido ritual de bailarico (a música pimba neste blogue). Sentiamo-nos na «terrinha» e senhores da festa que nos deu esse direito por alguns segundos. Um casal bem giro, outsider, a dançar de alegria como se o fizesse pela primeira vez.

Voltámos a casa...
pela porta do coração.

by Leonel Barata (autoria comparticipada)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Balada de um soldado

A história é uma só, e remonta à Guerra Civil espanhola de 1936-39.
Às vezes somos obrigados a tomar posições das quais não gostaríamos.
Às vezes magoamos os nossos amigos.
Conseguimos ser cruéis, e somos . Às vezes sem querer.
E depois o que mais desejamos é um novo encontro para que tudo recomece.
Se possível, a vida.


'Una carta ensanguentada' - versão suponho que original (não sei)

'Balada de um Soldado' - versão interpretada por Mafalda Veiga


Caminando por el bosque
en el suelo vi que había
una carta ensangrentada
que cuarenta años hacía.
Era de un paracaidista
de la octava compañía
que a su madre le escribía
y la carta así decía:

 
"Madre anoche en las trincheras
bajo el fuego de metralla
vi el enemigo correr
la noche estaba cerrada.

Apunté con mi fusil
al tiempo que disparaba
y una luz iluminó
el rostro que mataba.

Clavó su mirada en mí
con los ojos ya vacíos,
Madre sabe a quien maté?
no era un soldado enemigo.

Era mi amigo José
compañero de la escuela
con quien tanto yo jugué
a soldados y trincheras.

Ahora el juego era verdad
y a mi amigo ya lo entierran
madre yo quiero morir
ya estoy harto de esta guerra.

Y si te vuelvo a escribir
tal vez sea desde el cielo
donde encontraré a José
y jugaremos de nuevo.

Dos claveles en el agua
no se pueden marchitar,
dos amigos que se quieren,
no se pueden separar.

Si mi cuerpo fuera pluma
y mi corazón tintero
con la sangre de mis venas
yo te escribiría “te quiero”.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Breves considerandos irreflectidos em torno do «não-veto» presidencial


'Agora que os homossexuais se podem casar em Portugal, faz-me ainda menos sentido casar-me', comentávamos nós no outro dia pela manhã, quando os pensamentos fluem sem qualquer nexo de homenagem à racionalidade. Já o pensava antes e a perspectiva é obviamente pessoal, sou eu e os meus objectivos individuais e não pretendo nunca pensar muito para além desse horizonte, pelo menos nesta sede, aqui e agora. Mas casar não é essencial. E não é porque esteja fora de moda, nem pelo preço da 'boda', nem pelo que comem os convidados... O essencial é estarmos bem com aqueles que mais amamos e isso implica mais do que duas pessoas, isto é, bem com o companheiro, com a família e com os amigos. Se todas estas pessoas aceitarem aquilo que eu decido para mim, estará tudo bem entre mim e o mundo. Sim, claro que quero ser feliz para sempre, e até gostava de me casar vestida de branco, só que gostava que isso fosse na sala lá de casa, onde hei-de ter o meu santuário, seguindo-se um jantarinho em família. Uma coisa privada portanto.
 
Várias pessoas (Santana Lopes aqui, José Policarpo e o eleitorado católico ali) se apressaram a dizer que com a promulgação do CPMS, Cavaco Silva defraudou as expectativas dos seus eleitores, e que depois disto dificilmente será reeleito. Disparate.
Já tinha falado do CPMS neste blogue. Faço parte daqueles que entendem que o Casamento é um contrato entre homem e mulher, mas não faço disso uma bandeira. Considero que seria preferível uma solução como a encontrada no Reino Unido, o Civil Partnership, um sistema de direitos e responsabilidades em tudo semelhantes ao casamento civil, incluindo as responsabilidades parentais.
Sou a favor de todos os direitos.
Gosto da terminologia tradicional, mas não sou tradicionalista.
E por isso, ainda bem que hoje existem mais portugueses felizes em Portugal. Ainda bem se a nova lei der um passo importante para a progressiva abertura das mentalidades à diferença, e servir para travar a descriminação. Ainda bem que esta matéria não teve que ser reapreciada pelo parlamento de uma forma despropositada e desproporcionada. Ainda bem que o PR não usou o veto político. A decisão de promulgação do diploma foi, nas palavras do PR (aqui), uma decisão acima das suas convicções pessoais . Eu faria o mesmo, porque não pesa na consciência, mesmo que não se concorde. E viveremos todos felizes para sempre, enquanto povo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"yes I know how lonely life can be"

Foto: Luiz Fernando Rodrigues Leite (www.olhares.aeiou.pt)

A vida é feita de muitas coisas muito boas (sendo que, como toda a gente sabe, as coisas que realmente importam na vida nem sequer são coisas...) e de vez em quando é feita de tropeços, sonhos, algumas pancadas momentâneas, e de pequenos imaginários que no nosso dia-a-dia vamos criando.
Porque a mente não pára, e precisamos sempre de novos motivos de distracção dos compromissos, de abstracção das responsabilidades. No banho, no autocarro, no meio da rua, a cozinhar, a dormir... a minha cabeça não pára! E há-de ser de certeza num desses momentos de descontracção que me surgirá, por exemplo, um tema de tese brilhante. Tenho a certeza.

É que a simplicidade de tomar banho, andar de autocarro, passear na rua, cozinhar, dormir e todas essas coisas que ocupam o nosso tempo não são menos brilhantes, estou em crer, se as fizermos com alegria, ainda que não as possamos fazer com companhia. E hoje estou especialmente contente, porque fiz a minha primeira sopa de peixe e correu bem. Já tinha dito algumas vezes... não sei fazer sopa de peixe... não sei?! Hoje decidi acabar com este que já era para mim um bloqueio mental, e partir de agora farei muitas mais. Aliás, faz muito mais sentido haver peixe na sopa, para além dos legumes, porque fica bem mais saborosa e contém as proteínas do peixe de uma forma sublime, que nem sequer dá trabalho a comer. E é  mesmo peixe!! (eu não sei cozinhar peixe como deve ser, outro bloqueio). Não levou muitos ingredientes mas depois de a provar, adorei o resultado. Faltaram-me os coentros, e talvez um bocadinho de tomate, mas esta foi só a primeira.

Mas não foi, afinal, nada disto que me levou a escrever. Falava das coisas simples da vida. As coisas que sabem muito melhor acompanhados, mas que na maior parte das vezes têm que ser feitas sozinhos, connosco próprios. Há momentos que a vida me entrega a mim mesma e põe à prova as minhas capacidades. Provoca os meus sentimentos. Ateia a minha revolta. Sozinhos podemos descobrir muitas coisas, com toda a lucidez e seriedade que nos é permitido. Sozinhos podemos imaginar, desejar, inventar, idealizar, sonhar, criar... e cair na realidade certamente mais felizes, e pelo menos com mais certezas daquilo que nos falta.

A minha pancada nos últimos tempos é pelo homem da guitarra, pelas músicas e letras do homem da guitarra. Fica aqui mais uma para ouvir, em jeito de catarse. São estas pequenas composições que apenas traduzem na mente dos médios aquilo que os génios conseguiram expressar. (E já é uma grande coisa...)


And I love you so  (...)
And you love me too.

 Don McLean - And I Love You So (1976)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

diz-me

"diz-me um segredo
qualquer coisa inacessível
dessa tua alma

alguma coisa
que eu possa ainda fingir
que não sei"


(daqui)

terça-feira, 18 de maio de 2010

The day the music died


e iniciou sua carreira em meados dos anos sessenta.
Com muito estilo.

This impressive dirge about the day the music died clearly refers to the death of Buddy Holly in 1959, although the plane he died in was not called American Pie, contrary to popular belief. Some references in the lyrics are clear comments on developments (musical and political) in the sixties, including Dylan as The Jester, and Janis Joplin as 'the girl who sang the blues'. Some are rather obscure though, to say the least. McLean himself has always refused to clarify them in spite of several requests, and as a result numerous theories on interpretation have emerged.... they even made the columns of the famous Straight Dope by Cecil. That lyrical ambiguity remains one of the charms of this song. (daqui)

O que é ter pinta?!


É ISTO. TER ESTILO.
ESTE HOMEM, PARA ALÉM DE UMA BELA VOZ,
CONSEGUE MANTER O MESMO NÍVEL DE CHARME 
DURANTE OITO MINUTOS E MEIO!

A MIM BASTA-ME UM HOMEM COM
UM SORRISO E UMA GUITARRA....

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tempo de arrumações


Sempre me ensinaram que sabemos como saímos de casa, mas não sabemos como voltamos, qualquer coisa parecida com isto... Por isso, a regra de ouro é ter sempre tudo muito bem arrumadinho. A nossa casa, para além de dizer muito sobre nós, encerra dentro de si todos os nossos segredos. A casa, a memória do computador, a gaveta dos bilhetes e a caixinha onde guardamos as cartas e as fotografias que já deviam estar queimadas...
Não que ligue a estas coisas, mas este mês os conselhos para o Sagitário vão neste sentido: "Arrumar a casa antes de sair à rua". Nada mais certeiro. Sem ter a casa arrumada nunca me sentirei à vontade para convidar ninguém a entrar, mesmo que a vontade ou a circunstância o exijam. Sem ter lavado os dentes após a refeição, certamente vou evitar falar perto da boca de alguém, por mais que isso me apeteça. Em suma, se houver alguma coisa fora do sítio, o nosso espaço de actuação fica fortemente limitado.
Sem uma cabecinha orientada e ideias pré-estabelecidas, não posso tomar decisões. Não consigo seguir um rumo diferente daquele que sigo, caso não compreenda os sinais daquilo que quero para mim. Preciso urgentemente de arrumações, limpezas profundas, desinfectantes. Não é de agora, e não sei se o tempo corre exactamente a meu favor.
É estrutural a decisão que se impõe. É importante definir objectivos e afastar caminhos. Mudar. E está na altura de o fazer. Algo muito mais profundo que mudar as roupas de Inverno pelas do Verão dentro do armário. Mais do que comprar modelos novos e trocar pelos antigos. A roupagem será certamente a mesma, mas o interior prepara-se para uma revolução. Se ao menos houvesse um sinal...

Luto académico



Na sexta feira, entre a despedida do Papa na televisão, soube-se em nota de rodapé da morte de Saldanha Sanches, 66 anos, grande professor e impulsionador do ensino e investigação de direito fiscal. Doutor em Direito, com obra feita, e a consideração de todos. Pese embora não tenha sido catedrático, a faculdade presta hoje a devida Homenagem e Luto, não sem alguma polémica.
Hoje, não haverá aulas.

Os alunos já tinham manifestado noutra sede a sua intenção de fazer desta uma segunda-feira diferente.
"Em homenagem ao Prof.Dr.José Luís Saldanha Sanches, todos aqueles que discordam do não encerramento da nossa Faculdade e gostavam de prestar uma última e profunda homenagem à perda de um homem cuja frontalidade, simplicidade, inteligência e aguçado sentido crítico eram marcas incontornáveis da sua personalidade, do qual muito me orgulho de ter sido aluno, irão trajar a rigor como símbolo de dia de luto académico durante todos os períodos do dia de aulas de amanhã. O Professor viveu muito mais para o ensino universitário do que para a carreira política e mesmo assim não lhe foram prestadas as mais dignas homenagens por parte do corpo docente da nossa Casa, nós agiremos de forma diferente ao concedermos por nós e para nós mesmos uma dia de luto em sua honra.
Sentido voto de pesar e um agradecimento especial pela clareza e dedicação do mais ilustre fiscalista que este País já conheceu.
Obrigado Prof.Dr.Saldanha Sanches e até sempre!
Foi e será um exemplo de luta contra o poder instalado a seguir pelos alunos!" (daqui)

"Ele sempre acreditou que o futuro eram os alunos...trabalhava para vocês!"
Dra. Maria José Morgado

domingo, 16 de maio de 2010

Adeus

Ainda andava no Liceu quando decorei este poema, um dos mais bonitos de sempre, de tantas vezes o declamar no silêncio do meu quarto.  De tal modo que ainda o tenho gravado cravado em mim.
Se não estivesse no manual de Português A, provavelmente não o teria procurado, mas estava ali diante de mim, e decorei-o, sabendo que aquilo que o autor expressava, era algo tão verdadeiro e cruel como o fim de um grande amor. O fim. Todos,  em um ou outro momento, nada temos para acrescentar, gastam-se as palavras, e tantas vezes isso significa afinal que tanto ficou por dizer...
Temia passar por isso, tal como hoje, mas conseguia prenunciar a dor de se gastar um sentimento. A dor de se gastarem emoções. Deixam de haver fantasias, deixo de tremer, e não há friozinhos na barriga. Só quando isso deixa de ser uma dor - e só nessa altura - já não resta nada: não se passa nada e por isso já não é a hora sequer de nos debruçarmos sobre essa possibilidade. Mas é preciso que nada reste!!



ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.



EUGÉNIO DE ANDRADE

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bento XVI agradece e abençoa os jovens



Eis que Bento XVI se apresenta entre nós sorridente e sensível. A passagem do Santo Padre não deixa ninguém indiferente, e não é porque sejamos um país pequenino. Bento XVI fala com sinceridade para quem o quiser ouvir com o coração. Deixa-nos bem de perto uma mensagem de peregrinação, à semelhança de Cristo, de uma maneira muito mais futurista do que à primeira vista possa parecer.

«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos...».
(Homilia no Terreiro do Paço, texto completo disponível AQUI.)

terça-feira, 11 de maio de 2010

You should blog about it!

Faz por esta altura um ano que escrevi a primeira mensagem neste blogue, sem que alguma vez tenha dado qualquer explicação a quem quer que fosse da sua existência. O primeiro post chamava-se "cordeirinhos" e não anunciava o início de nada. Nessa altura ninguém sabia que algo de novo tinha sido escrito, muito menos em que morada, porque este blogue viveu na clandestinidade durante algum tempo. Nem eu sabia se aquilo havia de ser apenas um diário digital daqueles que nunca tive em papel. Acabou por ser visitado. Primeiro foi descoberto por constar do histórico do meu computador e não havia como esconder aquele projecto de página pessoal. Sabia a Telma e o meu namorado. Depois cheguei a contar, com algumas reticências, ao meu amigo Helder, a quem mais tarde se tornou óbvio convidar para a escrita poética, para a reflexão, e para tudo a quanto a sua alma livre pudesse aspirar.
Pensava eu... O meu blogue 'ideal' seria um sítio onde eu tivesse o acesso directo a tudo o que costumo consultar na Internet. De um lado, as páginas de jornais nacionais e desportivos (desportivos, quer dizer, o Record), as páginas dos jornais das notícias da Beira, num outro lado a informação e revistas jurídicas, assim como os sites de bases de dados legais e de jurisprudência, e ainda um cantinho reservado para as páginas de "lazer". Só que entretanto, não há muito tempo, aprendi a utilizar os 'Marcadores', qualquer coisa que não sabia existir entre o Histórico e as Ferramentas, e assim consigo ter todas as ligações à margem de qualquer página da Internet, e esse simples facto não só tornou toda a minha vida mais fácil, como tornou a ideia de colocar todos aqueles links no blogue, completamente disparatada!!
A vida do blogue continuou em constante mudança. E na verdade, sempre me irritou esta adesão à proliferação do blogo-mundo, à qual resisti durante algum tempo. Depois tive a necessidade de divulgar uma ou outra coisa acerca da qual falava, e um blogue era certamente a forma indicada de dar a informação de  uma forma pessoal - e claramente suspeita - que me interessava, mas para isso era preciso que uma ou outra pessoa tivesse acesso ao próprio blogue! Depois, porque às vezes me apetece homenagear as pessoas que me rodeiam e nem sempre encontro a melhor maneira de o fazer, entre as conversas de circunstância que a vida nos leva a ter com elas.
Não escrevo, portanto, para o Ego. Não escrevo para tentar formar ou influenciar as opiniões sobre as trivialidades da actualidade. Nem sequer tenho que me pronunciar sobre coisa nenhuma! Nem sequer tenho que vir aqui. Sou livre nos temas e na forma. Um blogue é, para mim, - e para muito boa gente, - um site para quem não sabe fazer um site, uma página que, apesar de tudo, tem a nossa marca e onde podemos dar este mundo e o outro a conhecer, o que vive em cada um de nós.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Backward at school (2)

Porque é giro ter os títulos das mensagens em inglês e porque continuo com o mesmo espírito de alegria e jovialidade, de identidade e cabeça no ar. E há músicas e letras que bastam para expressar esse estado de espírito.

"There is no way I'm looking for a boyfriend. There is no way I'm looking for a scene. I need to save some dough. I'm a working girl, you know. I'll fend attention off I keep to myself.
I love my room, I'm getting used to sleeping. Some nights I really like to lie awake. I hear the midnight birds. The message in their words. The dawn will touch me in a way a boy could never touch. Their promise never meant so much to me. You have been warned, I'm warned to be contrary. Backward at school, I wrote from right to left. Teacher never cared for me. Preacher said a prayer for me. God help the girl, she needs all the help she can get. I sit for hours just waiting for his phone call. I'll leave the chocolate hidden in the fridge. I'll play his messages. Analyze his intonation. Please stop me there, I'm even boring myself. I think of him when I'm doing the dishes. I think of him while looking in the sink. This ain't no play on words. My love for him is absurd. If he gave me a sign I'd think about it for a weekI'd build it up and then I'd turn him down!!!" God Help The Girl

sábado, 8 de maio de 2010

Backward at school (1)


Porque o exterior é importante e tudo começa por aí. Porque o interior é importante mas não chega!
Nos tempos de escola, eu era daquelas típicas miúdas tímidas. Sempre achei piada aos rapazes mais bonitos da escola, mais populares, e mais velhos que eu! Comentava isso em segredo apenas com as minhas amigas, se bem que hoje olho para trás e sei que qualquer um deles era capaz de perceber. Oh! Verdadeiras paixões platónicas, que por não terem passado disso, sempre soube resolver muito bem dentro de mim. Ainda bem que nenhum deles se quis aproveitar da minha ingenuidade!... Não se pode chamar a isto qualquer espécie de frustração, eu não deixei que chegasse a sê-lo, porque na verdade, eu sempre soube o meu lugar, e sempre entendi que os rapazes é que têm que se aproximar da miúda por quem estejam eventualmente apaixonados, e nunca o contrário (na verdade, também este é um saber de experiência feito)... Por outro lado, tinha perfeita consciência que as namoradas desses rapazes eram quase sempre sempre mais bonitas do que eu.
Porque o exterior é importante e tudo começa por aí. Porque o interior é importante mas não chega! Qualquer paixão, beijo, carinho, desejo de estar ao lado de outra pessoa, de ver e ser vista na sua companhia, só acontece relativamente a alguém que seja:
a) algo mais do que boa pessoa;
b) algo mais do que uma pessoa interessante.
A bondade e o interesse só se procuram em quem, antes de mais, nos despertar essa curiosidade. Porque o interior é importante, mas não é tudo. Porque como expressou António Variações: 'Quem feio ama bonito lhe parece, quem bonito tem não sabe se lhe pertence. Quem feio ama gosta de ter confiança porque a beleza nem sempre deu muita segurança.'

terça-feira, 4 de maio de 2010

Intemporal

Três minutos e meio. Eis o tempo que vale a pena dispensar para ver e ouvir até ao fim MONTE LUNAI. O álbum 'Intemporal' foi apresentado em Novembro na estação do Oriente. Ao vivo, os Monte Lunai são uma maravilha. No entanto, é com este vídeo que o transporte acontece.

Jam no Carmo

Sentava-me.
Os pés, somente, e os ombros, marcavam o compasso e balanceavam o ritmo com que a melodia enchia aquele espaço.
Admirava o baile tal como ele acontece. Admirava quem faz dele aquilo que ele é. Sou impelida a sorrir.
Recuperava mentalmente os tempos de antigamente, onde tudo era tão igual aos dias de hoje, igual em rituais, brincadeiras, sorrisos e conversas. Igual nas pessoas, nos interesses, na dança e na música.
Transporto-me realmente para outro tempo, mas exactamente no mesmo espaço, o largo do Carmo.
Anuncia-se o nome da música que aí vem, "a saia da carolina", organizam-se todos, e mal se faz sentir o violino, a magia dos sorrisos traduz-se em sequência: primeiro é uma postura, depois é a uma posição, depois são passos e rodopios simétricos numa magia que enche o meu coração.
Fico completamente contagiada pela vontade de dançar como eles, vou para a roda e, meio atabalhoada, lá ando de um lado para o outro sem destoar, prometendo, pela sexagésima vez, a mim mesma que irei ao primeiro workshop de danças tradicionais que tiver conhecimento. Ou ao Andanças...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vou com as aves

POEMA À MÃE

 No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou

O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras

Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo

São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas

Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,

Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;

Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -

Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração

Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:

Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,

E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.

Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves. 

Eugénio de Andrade

domingo, 11 de abril de 2010

Caritas


A CARIDADE DE CRISTO NOS IMPELE [...]
(2Cor 5,14)

A palavra caridade está muito ligada à fé cristã e aproxima-se de uma outra: a solidariedade. São no entanto diferentes. Etimologicamente, caridade deriva de 'caritas', que significa Amor. Para mim, tem portanto intrínseco algo mais do que 'dar uma esmola'. Importa a atenção com o coração dos outros e com as suas dificuldades, e a melhor parte é que isso pode realizar-se mesmo sem a ajuda monetária.
Eu acredito num Deus que é amor,
'Deus Caritas est', e acredito que cada um de nós pode ter a mesma caridade e atenção para com os problemas que nos são mais próximas, só assim viveremos em amor.
Deixo aqui o testemunho que tive hoje:


"No convite para a minha ordenação sacerdotal escolhi uma frase de São Paulo que diz: A Caridade de Cristo nos impele [...] (2Cor 5,14). É a caridade de Cristo, a Misericórdia do pai, que nos impele, que nos empurra e nos envia pelo mundo fora. É a força de Deus que me sustenta e me faz caminhar. Não obstante os meus limites e imperfeições, o amor de Deus envia-me continuamente.
(...) tenho de falar-vos da personagem dos evangelhos com quem mais me identifico. Que é para mim a figura do sacerdote. Não é ninguém conhecido, nem sequer sabemos o nome dele. É alguém insignificante, não desempenhou nenhum papel relevante. É uma criança, um simples miúdo. Aparece quando se fala da multiplicação dos pães. Quando Jesus diz aos apóstolos para darem de comer à multidão, André diz: "Há aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos." Este miúdo estava com a multidão. Foi o único a levar farnel.
(...) Ele estava contente por ali estar, admirava tudo o que se estava a passar e agora ia comer o seu farnel. É aí que lhe pedem para oferecer o que tanto gostava. Mas ele não hesita: o Mestre pede-lhe o farnel. Pela admiração que tem por Jesus oferece-lhe tudo o que tem. Certamente pensando: "o que é que ele irá fazer com os meus cinco pães e os dois peixes". E de facto, o que aconteceu foi um dos maiores milagres de Jesus: a multiplicação dos pães.
Para mim, ser sacerdote é oferecer a minha vida, o que sou, as minhas acções, os meus limites, o que faço, o que deixei de fazer, a vida das pessoas, os problemas, oferecer tudo isso a Deus. Sobretudo entregar a Deus tudo aquilo que mais amo. Não se perde, mas ganha-se de forma multiplicada."

Pe. José Maria
(pároco de Alverca,
que hoje se despedia para uma missão em Washington)





Unnatural selection - MUSE

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estrada Real


(clicar para ver imagem)

Era pela serra do Açor que passava a Estrada Real. Situemo-nos. A serra do Açor integra a Cordilheira Central, a par da serra da Lousã e da serra da Estrela e abrange os concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua. O seu ponto mais alto está a 1400 metros de altitude, no Alto de Ceira.
A Estrada Real, hoje praticamente destruida, fazia, em tempos idos, a ligação entre Coimbra e Covilhã. Era ao cimo do Piódão que tudo passava: passavam os carros de bois dos mercadores que traziam do litoral o peixe e o sal, para levarem no regresso a carne, o queijo e os lanifícios destas terras do interior. Mas a ideia que fica é que as gentes destas terras sempre foram esquecidas, resumindo-se à riqueza da terra e das águas que por ali correm, à riqueza do seu trabalho para as sementeiras anuais que serviam para o seu sustento. Outros certamente à riqueza feudal pela posse das terras. No museu do Piódão, faz-se alusão às mulheres que demoravam dias a pé pela Estrada Real para levarem os ovos "fresquinhos" à cidade da Covilhã. Mas no fundo, a localização no fundo de uma serra era já sinónimo de isolamento, solidão, exclusão. Diz-se que era um local de eleição para refúgio de muitos foragidos da justiça. Diz-se que ali se acolheu o fidalgo Diogo Lopes Pacheco, assassino de D. Inês de Castro, o único que escapou à fúria de D. Pedro. Diz-se que ali se refugiaram figuras muito portuguesas, mitos e mistos heróis e criminosos como João Brandão e José do Telhado!
Só na década de 70 é que o Piódão se torna acessível com a abertura de uma estrada até à aldeia. Antes disso, a única estrada existente terminava a cerca de 12 Km, e nem sequer os carros de bois podiam chegar lá. Hoje, o alcatrão leva-nos até ao Piódão, mas as mesmas estradas serviram, inevitavelmente, para levar os filhos da terra.




"Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o diz das outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário"
Miguel Torga

sábado, 3 de abril de 2010

"Quando não há amor, não há tolerância"


Por vezes existem frases ditas no meio de uma conversa banal que, de tão óbvias, nos fazem pensar. Há como que leis escondidas a reger a nossa vida mas que nós ignoramos. De propósito. Fazemos de conta que não estão lá. Fazemos de conta que nada muda, nada acontece, e que dominamos a nossa vida, mesmo não fazendo nada para lhe mudar o rumo. Esse é o nosso primeiro erro. Pensar que a vida é uma fatalidade. Não o é. O amor também não é uma fatalidade e a tolerância muito menos. Pelo contrário, é tudo um jogo, um encadeado de consequências. És tu que escolhes! (Claro, a parte da vida mais parecida com um jogo é que há sempre uma parte que é aleatória, mas no essencial, se saltas na altura certa, apanhas o cogumelo!)
Assim que acaba o amor entre duas pessoas, deixa de haver tolerância, a vida torna-se aborrecida e a paciência para tudo o que diz respeito ao outro é um autêntico sacrifício. A presença do outro é indiferente e perdemos toda a simpatia e doçura que existiu. Mas se isto é verdade, não é possível amar alguém que não seja tolerante, ou que deixe de um momento para o outro, de o ser. Evidente: É a intolerância que gera intolerância. Que incapacita as pessoas para o diálogo, e a falta de comunicação cria insegurança, distância, insegurança. Mesmo quando se ama.
Pode parecer redundante, mas não há aqui qualquer semelhança com o título desta mensagem. Eu quero dominar a minha vida e por isso hei-de ser mais tolerante.
Sei, desde pequenina, que com vinagre não se apanham moscas, mas antes com mel, doçura e compaciência - (palavra inventada agora que apenas quer dizer que não se pode ser paciente sozinho, assim como nunca ninguém que se diz teimoso é teimoso sozinho, a não ser que seja maluquinho e isso tem outro nome) - dizia eu: Só se combate a intolerância com muito Amor. Amo-te!

Uma Feliz Páscoa. Aleluia. Aleluia.

sexta-feira, 26 de março de 2010

É notícia



Lisboa foi eleita o “Melhor Destino europeu de 2010 - A Escolha dos Consumidores”, deixando para trás Londres, Barcelona, Amesterdão, Praga e Copenhaga! Os critérios de eleição do vencedor incidiram em questões como a qualidade de vida e a oferta cultural e turística.
Fonte: ionline

domingo, 21 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Emenda



Para o Bastonário da O.A., os licenciados de Bolonha são... nada mais nada menos do que... bacharéis travestidos.
"Há muita gente preocupada mas tem de ir [a exame]. Porque podem entrar para estágio licenciados em Direito, mas não bacharéis travestidos de licenciados, o exame nacional de acesso vai ser feito para os licenciados com menos de cinco anos" diz Marinho Pinto à Lusa.
MAS O QUE ELE DIZ NÃO SE ESCREVE!

E para que eu própria não me esqueça de tudo isto, pelo menos até ao próximo dia 30:
. direito constitucional,
. direito criminal,
. direito administrativo,
. direito comercial,
. direito fiscal,
. direito das obrigações,
. direito das sucessões,
. direitos reais,
. direito da família,
. direito do trabalho (e ainda...)
. direito processual penal,
. direito processual civil,
. processo do trabalho,
. procedimento administrativo,
. processo tributário.