"- E que somos nós? - exclamou Ega. - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão..." Os Maias
sexta-feira, 21 de maio de 2010
diz-me
qualquer coisa inacessível
dessa tua alma
alguma coisa
que eu possa ainda fingir
que não sei"
(daqui)
terça-feira, 18 de maio de 2010
The day the music died
O que é ter pinta?!
CONSEGUE MANTER O MESMO NÍVEL DE CHARME
DURANTE OITO MINUTOS E MEIO!
A MIM BASTA-ME UM HOMEM COM
UM SORRISO E UMA GUITARRA....
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Tempo de arrumações
Não que ligue a estas coisas, mas este mês os conselhos para o Sagitário vão neste sentido: "Arrumar a casa antes de sair à rua". Nada mais certeiro. Sem ter a casa arrumada nunca me sentirei à vontade para convidar ninguém a entrar, mesmo que a vontade ou a circunstância o exijam. Sem ter lavado os dentes após a refeição, certamente vou evitar falar perto da boca de alguém, por mais que isso me apeteça. Em suma, se houver alguma coisa fora do sítio, o nosso espaço de actuação fica fortemente limitado.
Sem uma cabecinha orientada e ideias pré-estabelecidas, não posso tomar decisões. Não consigo seguir um rumo diferente daquele que sigo, caso não compreenda os sinais daquilo que quero para mim. Preciso urgentemente de arrumações, limpezas profundas, desinfectantes. Não é de agora, e não sei se o tempo corre exactamente a meu favor.
É estrutural a decisão que se impõe. É importante definir objectivos e afastar caminhos. Mudar. E está na altura de o fazer. Algo muito mais profundo que mudar as roupas de Inverno pelas do Verão dentro do armário. Mais do que comprar modelos novos e trocar pelos antigos. A roupagem será certamente a mesma, mas o interior prepara-se para uma revolução. Se ao menos houvesse um sinal...
Luto académico
Na sexta feira, entre a despedida do Papa na televisão, soube-se em nota de rodapé da morte de Saldanha Sanches, 66 anos, grande professor e impulsionador do ensino e investigação de direito fiscal. Doutor em Direito, com obra feita, e a consideração de todos. Pese embora não tenha sido catedrático, a faculdade presta hoje a devida Homenagem e Luto, não sem alguma polémica.
Hoje, não haverá aulas.
Os alunos já tinham manifestado noutra sede a sua intenção de fazer desta uma segunda-feira diferente.
"Em homenagem ao Prof.Dr.José Luís Saldanha Sanches, todos aqueles que discordam do não encerramento da nossa Faculdade e gostavam de prestar uma última e profunda homenagem à perda de um homem cuja frontalidade, simplicidade, inteligência e aguçado sentido crítico eram marcas incontornáveis da sua personalidade, do qual muito me orgulho de ter sido aluno, irão trajar a rigor como símbolo de dia de luto académico durante todos os períodos do dia de aulas de amanhã. O Professor viveu muito mais para o ensino universitário do que para a carreira política e mesmo assim não lhe foram prestadas as mais dignas homenagens por parte do corpo docente da nossa Casa, nós agiremos de forma diferente ao concedermos por nós e para nós mesmos uma dia de luto em sua honra.
Sentido voto de pesar e um agradecimento especial pela clareza e dedicação do mais ilustre fiscalista que este País já conheceu.
Obrigado Prof.Dr.Saldanha Sanches e até sempre!
Foi e será um exemplo de luta contra o poder instalado a seguir pelos alunos!" (daqui)
"Ele sempre acreditou que o futuro eram os alunos...trabalhava para vocês!"
Dra. Maria José Morgado
domingo, 16 de maio de 2010
Adeus
Se não estivesse no manual de Português A, provavelmente não o teria procurado, mas estava ali diante de mim, e decorei-o, sabendo que aquilo que o autor expressava, era algo tão verdadeiro e cruel como o fim de um grande amor. O fim. Todos, em um ou outro momento, nada temos para acrescentar, gastam-se as palavras, e tantas vezes isso significa afinal que tanto ficou por dizer...
Temia passar por isso, tal como hoje, mas conseguia prenunciar a dor de se gastar um sentimento. A dor de se gastarem emoções. Deixam de haver fantasias, deixo de tremer, e não há friozinhos na barriga. Só quando isso deixa de ser uma dor - e só nessa altura - já não resta nada: não se passa nada e por isso já não é a hora sequer de nos debruçarmos sobre essa possibilidade. Mas é preciso que nada reste!!
ADEUS
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
EUGÉNIO DE ANDRADE
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Bento XVI agradece e abençoa os jovens
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos...».
terça-feira, 11 de maio de 2010
You should blog about it!
Pensava eu... O meu blogue 'ideal' seria um sítio onde eu tivesse o acesso directo a tudo o que costumo consultar na Internet. De um lado, as páginas de jornais nacionais e desportivos (desportivos, quer dizer, o Record), as páginas dos jornais das notícias da Beira, num outro lado a informação e revistas jurídicas, assim como os sites de bases de dados legais e de jurisprudência, e ainda um cantinho reservado para as páginas de "lazer". Só que entretanto, não há muito tempo, aprendi a utilizar os 'Marcadores', qualquer coisa que não sabia existir entre o Histórico e as Ferramentas, e assim consigo ter todas as ligações à margem de qualquer página da Internet, e esse simples facto não só tornou toda a minha vida mais fácil, como tornou a ideia de colocar todos aqueles links no blogue, completamente disparatada!!
A vida do blogue continuou em constante mudança. E na verdade, sempre me irritou esta adesão à proliferação do blogo-mundo, à qual resisti durante algum tempo. Depois tive a necessidade de divulgar uma ou outra coisa acerca da qual falava, e um blogue era certamente a forma indicada de dar a informação de uma forma pessoal - e claramente suspeita - que me interessava, mas para isso era preciso que uma ou outra pessoa tivesse acesso ao próprio blogue! Depois, porque às vezes me apetece homenagear as pessoas que me rodeiam e nem sempre encontro a melhor maneira de o fazer, entre as conversas de circunstância que a vida nos leva a ter com elas.
Não escrevo, portanto, para o Ego. Não escrevo para tentar formar ou influenciar as opiniões sobre as trivialidades da actualidade. Nem sequer tenho que me pronunciar sobre coisa nenhuma! Nem sequer tenho que vir aqui. Sou livre nos temas e na forma. Um blogue é, para mim, - e para muito boa gente, - um site para quem não sabe fazer um site, uma página que, apesar de tudo, tem a nossa marca e onde podemos dar este mundo e o outro a conhecer, o que vive em cada um de nós.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Backward at school (2)
sábado, 8 de maio de 2010
Backward at school (1)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Intemporal
Jam no Carmo
Os pés, somente, e os ombros, marcavam o compasso e balanceavam o ritmo com que a melodia enchia aquele espaço.
Admirava o baile tal como ele acontece. Admirava quem faz dele aquilo que ele é. Sou impelida a sorrir.
Recuperava mentalmente os tempos de antigamente, onde tudo era tão igual aos dias de hoje, igual em rituais, brincadeiras, sorrisos e conversas. Igual nas pessoas, nos interesses, na dança e na música.
Transporto-me realmente para outro tempo, mas exactamente no mesmo espaço, o largo do Carmo.
Anuncia-se o nome da música que aí vem, "a saia da carolina", organizam-se todos, e mal se faz sentir o violino, a magia dos sorrisos traduz-se em sequência: primeiro é uma postura, depois é a uma posição, depois são passos e rodopios simétricos numa magia que enche o meu coração.
Fico completamente contagiada pela vontade de dançar como eles, vou para a roda e, meio atabalhoada, lá ando de um lado para o outro sem destoar, prometendo, pela sexagésima vez, a mim mesma que irei ao primeiro workshop de danças tradicionais que tiver conhecimento. Ou ao Andanças...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Vou com as aves
POEMA À MÃE
No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade
domingo, 11 de abril de 2010
Caritas
A CARIDADE DE CRISTO NOS IMPELE [...] (2Cor 5,14)
Eu acredito num Deus que é amor, 'Deus Caritas est', e acredito que cada um de nós pode ter a mesma caridade e atenção para com os problemas que nos são mais próximas, só assim viveremos em amor.
Deixo aqui o testemunho que tive hoje:
"No convite para a minha ordenação sacerdotal escolhi uma frase de São Paulo que diz: A Caridade de Cristo nos impele [...] (2Cor 5,14). É a caridade de Cristo, a Misericórdia do pai, que nos impele, que nos empurra e nos envia pelo mundo fora. É a força de Deus que me sustenta e me faz caminhar. Não obstante os meus limites e imperfeições, o amor de Deus envia-me continuamente.
(...) tenho de falar-vos da personagem dos evangelhos com quem mais me identifico. Que é para mim a figura do sacerdote. Não é ninguém conhecido, nem sequer sabemos o nome dele. É alguém insignificante, não desempenhou nenhum papel relevante. É uma criança, um simples miúdo. Aparece quando se fala da multiplicação dos pães. Quando Jesus diz aos apóstolos para darem de comer à multidão, André diz: "Há aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos." Este miúdo estava com a multidão. Foi o único a levar farnel.
(...) Ele estava contente por ali estar, admirava tudo o que se estava a passar e agora ia comer o seu farnel. É aí que lhe pedem para oferecer o que tanto gostava. Mas ele não hesita: o Mestre pede-lhe o farnel. Pela admiração que tem por Jesus oferece-lhe tudo o que tem. Certamente pensando: "o que é que ele irá fazer com os meus cinco pães e os dois peixes". E de facto, o que aconteceu foi um dos maiores milagres de Jesus: a multiplicação dos pães.
Para mim, ser sacerdote é oferecer a minha vida, o que sou, as minhas acções, os meus limites, o que faço, o que deixei de fazer, a vida das pessoas, os problemas, oferecer tudo isso a Deus. Sobretudo entregar a Deus tudo aquilo que mais amo. Não se perde, mas ganha-se de forma multiplicada."
(pároco de Alverca,
que hoje se despedia para uma missão em Washington)
Unnatural selection - MUSE
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Estrada Real
Só na década de 70 é que o Piódão se torna acessível com a abertura de uma estrada até à aldeia. Antes disso, a única estrada existente terminava a cerca de 12 Km, e nem sequer os carros de bois podiam chegar lá. Hoje, o alcatrão leva-nos até ao Piódão, mas as mesmas estradas serviram, inevitavelmente, para levar os filhos da terra.
"Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o diz das outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário"
Miguel Torga
sábado, 3 de abril de 2010
"Quando não há amor, não há tolerância"
Por vezes existem frases ditas no meio de uma conversa banal que, de tão óbvias, nos fazem pensar. Há como que leis escondidas a reger a nossa vida mas que nós ignoramos. De propósito. Fazemos de conta que não estão lá. Fazemos de conta que nada muda, nada acontece, e que dominamos a nossa vida, mesmo não fazendo nada para lhe mudar o rumo. Esse é o nosso primeiro erro. Pensar que a vida é uma fatalidade. Não o é. O amor também não é uma fatalidade e a tolerância muito menos. Pelo contrário, é tudo um jogo, um encadeado de consequências. És tu que escolhes! (Claro, a parte da vida mais parecida com um jogo é que há sempre uma parte que é aleatória, mas no essencial, se saltas na altura certa, apanhas o cogumelo!)
Assim que acaba o amor entre duas pessoas, deixa de haver tolerância, a vida torna-se aborrecida e a paciência para tudo o que diz respeito ao outro é um autêntico sacrifício. A presença do outro é indiferente e perdemos toda a simpatia e doçura que existiu. Mas se isto é verdade, não é possível amar alguém que não seja tolerante, ou que deixe de um momento para o outro, de o ser. Evidente: É a intolerância que gera intolerância. Que incapacita as pessoas para o diálogo, e a falta de comunicação cria insegurança, distância, insegurança. Mesmo quando se ama.
Pode parecer redundante, mas não há aqui qualquer semelhança com o título desta mensagem. Eu quero dominar a minha vida e por isso hei-de ser mais tolerante.
Sei, desde pequenina, que com vinagre não se apanham moscas, mas antes com mel, doçura e compaciência - (palavra inventada agora que apenas quer dizer que não se pode ser paciente sozinho, assim como nunca ninguém que se diz teimoso é teimoso sozinho, a não ser que seja maluquinho e isso tem outro nome) - dizia eu: Só se combate a intolerância com muito Amor. Amo-te!
Uma Feliz Páscoa. Aleluia. Aleluia.
sexta-feira, 26 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Emenda
"Há muita gente preocupada mas tem de ir [a exame]. Porque podem entrar para estágio licenciados em Direito, mas não bacharéis travestidos de licenciados, o exame nacional de acesso vai ser feito para os licenciados com menos de cinco anos" diz Marinho Pinto à Lusa.
MAS O QUE ELE DIZ NÃO SE ESCREVE!
E para que eu própria não me esqueça de tudo isto, pelo menos até ao próximo dia 30:
. direito constitucional,
. direito criminal,
. direito administrativo,
. direito comercial,
. direito fiscal,
. direito das obrigações,
. direito das sucessões,
. direitos reais,
. direito da família,
. direito do trabalho (e ainda...)
. direito processual penal,
. direito processual civil,
. processo do trabalho,
. procedimento administrativo,
. processo tributário.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Bolonhesa
Era uma vez uma Faculdade de Direito, a maior e a melhor de todas as faculdades de Direito de um país. À medida que o Governo aprovava leis e implementava medidas que obrigavam a reestruturar os cursos, aquela Faculdade de Direito tinha muitas reservas ao processo de Bolonha e continuava a acreditar que a ela nada seria exigido. Aquela faculdade assistiu, impavidamente, às Reformas dos cursos de Direito de todas as outras faculdades daquele país, públicas e privadas. Vivia-se então a esperança (quase que uma fé) de que o Curso de Direito ia ser uma excepção a Bolonha e se manteriam os 5 anos de licenciatura. Isso não foi possível. Estava eu no fim do 2º ano. Faltavam-me portanto 3 para terminar o curso. Acabei por fazê-los apenas em 2 anos, e fomos os primeiros licenciados da FDL de 4 anos.
eu sou uma licenciada à bolonhesa,
e ainda me hei-de orgulhar disso...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
DESCOBRINDO
Como eu não sou do Contra, desejo aqui sinceramente toda a sorte para este projecto!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Persisto
Nesta forma complexa de existir
Olho à volta à procura de mim
E não estou lá, nem aqui
Então tu vens
Amor que eu não conheço
E mesmo chegando tarde de mais
Ao que resta de mim
O meu corpo é teu
Ou o que dele não pereceu
E esta noite sem fim
É loucura desmedida
Mas persisto, insisto
E chego ao fim
Acabo
E deste pó que ora sou
Hei-de um dia renascer.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O Ignorante ousa mais
Foto: O IGNORANTE OUSA MAIS
Parece que "Fernão Veloso" (quem é Fernão Veloso??!) percorreu ruas e lugares em Janeiro de Cima, e que
conhece bem cada uma delas. Pela maravilhosa descrição e pelas fotografias, vale
a pena visitar esta ligação: O IGNORANTE OUSA MAIS.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Lês todos os livros que citas?!
Ou citas todos os livros que lês?
Partilha
Falemos. Não daquela partilha que ensinamos aos miúdos quando têm um novo brinquedo. Não daqueles actos de partilha, por solidariedade social, de que se fala sempre na época do Natal. Não, ainda, da partilha dos corpos. A minha teima hoje é um bocadinho (não muito) mais profunda. Pelo menos não é vísivel. Muito menos é palpável. São experiências, vivências e emoções partilhadas a dois.segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Alcoolemia
O Acórdão TRPorto considerou prova proibida a recolha de sangue sem o consentimento prévio de um motociclista a quem foi recolhida uma amostra para determinar o grau de alcoolemia, quando estava internado num hospital e num estado que o impedia de soprar no balão. O DL foi promulgado pelo Governo sem que a Assembleia da República lhe tenha concedido a respectiva autorização legislativa, pelo que se considera que tendo conteúdo inovatório, padece de inconstitucionalidade orgânica. Mas o mais extraordinário é que como se esta argumentação não bastasse, o T. vem aderir à argumentação da defesa do arguido, segundo a qual terá havido uma obtenção desleal do seu material biológico ao ter sido "omitido um procedimento essencial ao seu direito fundamental a um processo penal justo: o direito a saber que a recolha de sangue em causa era para efeitos de eventual responsabilização criminal". Qual a importância disto?! Na verdade, mesmo que superada aquela inconstitucionalidade, esta decisão abre portas e janelas: pode o arguido fazer valer o seu direito processual penal à não auto-incriminação.quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Porque a Família é Sagrada
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Chi-a-do!
Para as alminhas mais distraídas, a Loja-das-Aldeias-do-Xisto-em-Lisboa está aberta desde 2006 - dois mil e seis - e fica bem perto da Sé, do CEJ e do Miradouro de Santa Luzia, enfim... no trajecto do Eléctrico 28! Para além da informação e postais de cada uma daquelas aldeias, encontram-se várias peças de artesanato, com a indicação da sua proveniência (coisas simples que nos são tão familiares, tais como as peças de linho da Casa das Tecedeiras), mas muito mais e para qualquer gosto.
Uns postais de (24) aldeias remotas, a natureza que inevitável e irremediavelmente envolve cada uma, a arquitectura que consegue, ainda que por breves momentos, transportar-nos para outro tempo - são (têm sido!!) capazes de despertar o interesse de qualquer pessoa que está a conhecer Lisboa pela primeira vez. Assim como, acredito eu, quem nunca dali tiver saído...
Hoje à tarde, com o frio que se fez sentir - anunciando o Natal, tal como eu o conheço - as ruas largas da Baixa-Chiado estavam especialmente cheias - tal como eu gosto! - e de portugueses..
Ora, a Loja das Aldeias do Xisto, ela própria, desceu também até ao Chiado e aí permanecerá até ao dia 6 de Janeiro! Assim, fica apenas uma pontinha do Programa de Actividades Aldeias do Xisto nesta época Natalícia:
Todos os dias há chá com mel e licor para prova.
. 19 de Dezembro - "Oficina dos Objectos". Demonstração da produção artesanal de variados objectos artesanais, com base nas referências regionais.
. 22 de Dezembro - Tecelagem ao vivo com Sílvia Henriques: Tecedeira, da Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima.
. 22 de Dezembro - Cestaria ao vivo com António Nunes dos Santos: Artesão de Alcongosta. Com cestaria em verga e castanho, além de Instrumentos Musicais.
. 22 de Dezembro - OCAIA Associação de Artes e Saberes (Grupo de Música Tradicional)
. 3 de Janeiro - Sorteio "Fim-de-semana na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima", às 14h.
Acho tudo isto delicioso.
Sou só eu?!













