CONSEGUE MANTER O MESMO NÍVEL DE CHARME
DURANTE OITO MINUTOS E MEIO!
A MIM BASTA-ME UM HOMEM COM
UM SORRISO E UMA GUITARRA....
Foto: O IGNORANTE OUSA MAIS
Parece que "Fernão Veloso" (quem é Fernão Veloso??!) percorreu ruas e lugares em Janeiro de Cima, e que
conhece bem cada uma delas. Pela maravilhosa descrição e pelas fotografias, vale
a pena visitar esta ligação: O IGNORANTE OUSA MAIS.
Falemos. Não daquela partilha que ensinamos aos miúdos quando têm um novo brinquedo. Não daqueles actos de partilha, por solidariedade social, de que se fala sempre na época do Natal. Não, ainda, da partilha dos corpos. A minha teima hoje é um bocadinho (não muito) mais profunda. Pelo menos não é vísivel. Muito menos é palpável. São experiências, vivências e emoções partilhadas a dois.
O Acórdão TRPorto considerou prova proibida a recolha de sangue sem o consentimento prévio de um motociclista a quem foi recolhida uma amostra para determinar o grau de alcoolemia, quando estava internado num hospital e num estado que o impedia de soprar no balão. O DL foi promulgado pelo Governo sem que a Assembleia da República lhe tenha concedido a respectiva autorização legislativa, pelo que se considera que tendo conteúdo inovatório, padece de inconstitucionalidade orgânica. Mas o mais extraordinário é que como se esta argumentação não bastasse, o T. vem aderir à argumentação da defesa do arguido, segundo a qual terá havido uma obtenção desleal do seu material biológico ao ter sido "omitido um procedimento essencial ao seu direito fundamental a um processo penal justo: o direito a saber que a recolha de sangue em causa era para efeitos de eventual responsabilização criminal". Qual a importância disto?! Na verdade, mesmo que superada aquela inconstitucionalidade, esta decisão abre portas e janelas: pode o arguido fazer valer o seu direito processual penal à não auto-incriminação.Para as alminhas mais distraídas, a Loja-das-Aldeias-do-Xisto-em-Lisboa está aberta desde 2006 - dois mil e seis - e fica bem perto da Sé, do CEJ e do Miradouro de Santa Luzia, enfim... no trajecto do Eléctrico 28! Para além da informação e postais de cada uma daquelas aldeias, encontram-se várias peças de artesanato, com a indicação da sua proveniência (coisas simples que nos são tão familiares, tais como as peças de linho da Casa das Tecedeiras), mas muito mais e para qualquer gosto.
Uns postais de (24) aldeias remotas, a natureza que inevitável e irremediavelmente envolve cada uma, a arquitectura que consegue, ainda que por breves momentos, transportar-nos para outro tempo - são (têm sido!!) capazes de despertar o interesse de qualquer pessoa que está a conhecer Lisboa pela primeira vez. Assim como, acredito eu, quem nunca dali tiver saído...
Hoje à tarde, com o frio que se fez sentir - anunciando o Natal, tal como eu o conheço - as ruas largas da Baixa-Chiado estavam especialmente cheias - tal como eu gosto! - e de portugueses..
Ora, a Loja das Aldeias do Xisto, ela própria, desceu também até ao Chiado e aí permanecerá até ao dia 6 de Janeiro! Assim, fica apenas uma pontinha do Programa de Actividades Aldeias do Xisto nesta época Natalícia:
Todos os dias há chá com mel e licor para prova.
. 19 de Dezembro - "Oficina dos Objectos". Demonstração da produção artesanal de variados objectos artesanais, com base nas referências regionais.
. 22 de Dezembro - Tecelagem ao vivo com Sílvia Henriques: Tecedeira, da Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima.
. 22 de Dezembro - Cestaria ao vivo com António Nunes dos Santos: Artesão de Alcongosta. Com cestaria em verga e castanho, além de Instrumentos Musicais.
. 22 de Dezembro - OCAIA Associação de Artes e Saberes (Grupo de Música Tradicional)
. 3 de Janeiro - Sorteio "Fim-de-semana na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima", às 14h.
Acho tudo isto delicioso.
Sou só eu?!
São dois e de Beja. Gostei da música e do conceito.
Só os descobri hoje ali no myspace (deles!)
Três palmos de terra, com uma casa à beira,
E o Manel mais eu para vida inteira!
Ele e quatro filhos são tudo o que eu gosto,
Gente mais feliz não há neste mundo, aposto!
Vamos pra o trabalho, logo ao clarear,
E de sol a sol, vá demorejar,
Tenho a vida cheia, tenho a vida boa,
Que Deus sempre ajuda a quem é boa pessoa!
Quando chega a tarde, tarde tardezinha,
Já o jantar fumega na lareira da vizinha.
Os filhos sorriem, o Manel também,
Não há melhor vida que aquela que a gente tem!
Os sinos ao longe dão Ave-Marias,
Reza-se a oração de todos os dias.
Menino Jesus, meu botão de rosa,
Faz que a minha gente não seja má nem vaidosa!
Menino Jesus, boquinha de riso,
Faz que a minha gente seja gente de juízo!
Acabada a reza, vai-se pra o jantar,
Se alguém bate à porta, também tem lugar,
Come do que há, tarde tardezinha,
Mesmo ali, à beira da lareira da cozinha.
Os filhos sorriem, o Manel também,
Não há melhor vida que aquela que a gente tem!
Não invejo nada, nem quem tem dinheiro,
Pois pra trabalhar tem-se o mundo inteiro.
Basta só fazer o que se é capaz.
E a felicidade está naquilo que se faz.
E assim vou andando, com a graça de Deus,
Em paz e amor com todos os meus,
Trabalho não falta, todo santo dia,
Mas o coração, chega à noite, uma alegria!