"- E que somos nós? - exclamou Ega. - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão..." Os Maias
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Emenda
"Há muita gente preocupada mas tem de ir [a exame]. Porque podem entrar para estágio licenciados em Direito, mas não bacharéis travestidos de licenciados, o exame nacional de acesso vai ser feito para os licenciados com menos de cinco anos" diz Marinho Pinto à Lusa.
MAS O QUE ELE DIZ NÃO SE ESCREVE!
E para que eu própria não me esqueça de tudo isto, pelo menos até ao próximo dia 30:
. direito constitucional,
. direito criminal,
. direito administrativo,
. direito comercial,
. direito fiscal,
. direito das obrigações,
. direito das sucessões,
. direitos reais,
. direito da família,
. direito do trabalho (e ainda...)
. direito processual penal,
. direito processual civil,
. processo do trabalho,
. procedimento administrativo,
. processo tributário.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Bolonhesa
Era uma vez uma Faculdade de Direito, a maior e a melhor de todas as faculdades de Direito de um país. À medida que o Governo aprovava leis e implementava medidas que obrigavam a reestruturar os cursos, aquela Faculdade de Direito tinha muitas reservas ao processo de Bolonha e continuava a acreditar que a ela nada seria exigido. Aquela faculdade assistiu, impavidamente, às Reformas dos cursos de Direito de todas as outras faculdades daquele país, públicas e privadas. Vivia-se então a esperança (quase que uma fé) de que o Curso de Direito ia ser uma excepção a Bolonha e se manteriam os 5 anos de licenciatura. Isso não foi possível. Estava eu no fim do 2º ano. Faltavam-me portanto 3 para terminar o curso. Acabei por fazê-los apenas em 2 anos, e fomos os primeiros licenciados da FDL de 4 anos.
eu sou uma licenciada à bolonhesa,
e ainda me hei-de orgulhar disso...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
DESCOBRINDO
Como eu não sou do Contra, desejo aqui sinceramente toda a sorte para este projecto!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Persisto
Nesta forma complexa de existir
Olho à volta à procura de mim
E não estou lá, nem aqui
Então tu vens
Amor que eu não conheço
E mesmo chegando tarde de mais
Ao que resta de mim
O meu corpo é teu
Ou o que dele não pereceu
E esta noite sem fim
É loucura desmedida
Mas persisto, insisto
E chego ao fim
Acabo
E deste pó que ora sou
Hei-de um dia renascer.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O Ignorante ousa mais
Foto: O IGNORANTE OUSA MAIS
Parece que "Fernão Veloso" (quem é Fernão Veloso??!) percorreu ruas e lugares em Janeiro de Cima, e que
conhece bem cada uma delas. Pela maravilhosa descrição e pelas fotografias, vale
a pena visitar esta ligação: O IGNORANTE OUSA MAIS.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Lês todos os livros que citas?!
Ou citas todos os livros que lês?
Partilha
Falemos. Não daquela partilha que ensinamos aos miúdos quando têm um novo brinquedo. Não daqueles actos de partilha, por solidariedade social, de que se fala sempre na época do Natal. Não, ainda, da partilha dos corpos. A minha teima hoje é um bocadinho (não muito) mais profunda. Pelo menos não é vísivel. Muito menos é palpável. São experiências, vivências e emoções partilhadas a dois.segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Alcoolemia
O Acórdão TRPorto considerou prova proibida a recolha de sangue sem o consentimento prévio de um motociclista a quem foi recolhida uma amostra para determinar o grau de alcoolemia, quando estava internado num hospital e num estado que o impedia de soprar no balão. O DL foi promulgado pelo Governo sem que a Assembleia da República lhe tenha concedido a respectiva autorização legislativa, pelo que se considera que tendo conteúdo inovatório, padece de inconstitucionalidade orgânica. Mas o mais extraordinário é que como se esta argumentação não bastasse, o T. vem aderir à argumentação da defesa do arguido, segundo a qual terá havido uma obtenção desleal do seu material biológico ao ter sido "omitido um procedimento essencial ao seu direito fundamental a um processo penal justo: o direito a saber que a recolha de sangue em causa era para efeitos de eventual responsabilização criminal". Qual a importância disto?! Na verdade, mesmo que superada aquela inconstitucionalidade, esta decisão abre portas e janelas: pode o arguido fazer valer o seu direito processual penal à não auto-incriminação.quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Porque a Família é Sagrada
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Chi-a-do!
Para as alminhas mais distraídas, a Loja-das-Aldeias-do-Xisto-em-Lisboa está aberta desde 2006 - dois mil e seis - e fica bem perto da Sé, do CEJ e do Miradouro de Santa Luzia, enfim... no trajecto do Eléctrico 28! Para além da informação e postais de cada uma daquelas aldeias, encontram-se várias peças de artesanato, com a indicação da sua proveniência (coisas simples que nos são tão familiares, tais como as peças de linho da Casa das Tecedeiras), mas muito mais e para qualquer gosto.
Uns postais de (24) aldeias remotas, a natureza que inevitável e irremediavelmente envolve cada uma, a arquitectura que consegue, ainda que por breves momentos, transportar-nos para outro tempo - são (têm sido!!) capazes de despertar o interesse de qualquer pessoa que está a conhecer Lisboa pela primeira vez. Assim como, acredito eu, quem nunca dali tiver saído...
Hoje à tarde, com o frio que se fez sentir - anunciando o Natal, tal como eu o conheço - as ruas largas da Baixa-Chiado estavam especialmente cheias - tal como eu gosto! - e de portugueses..
Ora, a Loja das Aldeias do Xisto, ela própria, desceu também até ao Chiado e aí permanecerá até ao dia 6 de Janeiro! Assim, fica apenas uma pontinha do Programa de Actividades Aldeias do Xisto nesta época Natalícia:
Todos os dias há chá com mel e licor para prova.
. 19 de Dezembro - "Oficina dos Objectos". Demonstração da produção artesanal de variados objectos artesanais, com base nas referências regionais.
. 22 de Dezembro - Tecelagem ao vivo com Sílvia Henriques: Tecedeira, da Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima.
. 22 de Dezembro - Cestaria ao vivo com António Nunes dos Santos: Artesão de Alcongosta. Com cestaria em verga e castanho, além de Instrumentos Musicais.
. 22 de Dezembro - OCAIA Associação de Artes e Saberes (Grupo de Música Tradicional)
. 3 de Janeiro - Sorteio "Fim-de-semana na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima", às 14h.
Acho tudo isto delicioso.
Sou só eu?!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Virgem Suta
São dois e de Beja. Gostei da música e do conceito.
Só os descobri hoje ali no myspace (deles!)
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Cantiga da boa gente
Três palmos de terra, com uma casa à beira,
E o Manel mais eu para vida inteira!
Ele e quatro filhos são tudo o que eu gosto,
Gente mais feliz não há neste mundo, aposto!
Vamos pra o trabalho, logo ao clarear,
E de sol a sol, vá demorejar,
Tenho a vida cheia, tenho a vida boa,
Que Deus sempre ajuda a quem é boa pessoa!
Quando chega a tarde, tarde tardezinha,
Já o jantar fumega na lareira da vizinha.
Os filhos sorriem, o Manel também,
Não há melhor vida que aquela que a gente tem!
Os sinos ao longe dão Ave-Marias,
Reza-se a oração de todos os dias.
Menino Jesus, meu botão de rosa,
Faz que a minha gente não seja má nem vaidosa!
Menino Jesus, boquinha de riso,
Faz que a minha gente seja gente de juízo!
Acabada a reza, vai-se pra o jantar,
Se alguém bate à porta, também tem lugar,
Come do que há, tarde tardezinha,
Mesmo ali, à beira da lareira da cozinha.
Os filhos sorriem, o Manel também,
Não há melhor vida que aquela que a gente tem!
Não invejo nada, nem quem tem dinheiro,
Pois pra trabalhar tem-se o mundo inteiro.
Basta só fazer o que se é capaz.
E a felicidade está naquilo que se faz.
E assim vou andando, com a graça de Deus,
Em paz e amor com todos os meus,
Trabalho não falta, todo santo dia,
Mas o coração, chega à noite, uma alegria!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Coffe time
Logo pela manhã, at coffe time, começo a ler o artigo do Pedro Lomba no Público sobre direitos da pessoa humana, direito à vida privada e as ameaças das novas tecnologias. Blá-blá-blá. Eis que chego a meio da notícia e não tive qualquer interesse em continuar a leitura. Coisas de estado de espírito e outras preocupações do momento. Momentos mais tarde, deparo-me com um papelinho na carteira com uma oferta, que indicava o meu número de telefone como minha identificação. Isto porque no dia anterior fui à telepizza, tendo feito previamente, por telefone, a minha encomenda (duas daquelas pizzas enormes com massa extra fina, gordurosas, sucolentas e gostosas). Mais tarde, na factura de compra, noto que com aquele simples telefonema impessoal, fizeram constar da factura o meu nome e a minha morada completa, para além, claro, do meu número de telefone. Isto porque aqui há uns meses pedi para me trazerem as pizzas a casa. Percebo o intuito de criar intimidade com os clientes, mas eu não gosto! Parece que a vida agora é assim, temos os nossos dados distribuidos com as pessoas com quem contactamos. Entretanto, não voltei a pegar no artigo que comecei a ler.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Começa hoje...
Mostra Gastronómica Aldeias do Xisto, em Lisboa

O livro “Sabores da Aldeia - Carta Gastronómica das Aldeias do Xisto” vai ser a grande estrela na Mostra Gastronómica do Restaurante “Casa do Leão”, no Castelo de São Jorge em Lisboa, que decorre de 26 a 28 de Novembro.
Poderá assim provar uma ementa cuidadosamente seleccionada e elaborada pelo Chefe Leonel Barata, do Restaurante Fiado, de Janeiro de Cima (Fundão).
O II volume do Livro Máscara Ibérica será também apresentado a 26 de Novembro pelas 19h, na SALA OGIVAL do Castelo de São Jorge, em Lisboa. A par da apresentação do livro, poderão ser degustados produtos regionais das Adeias do Xisto. Sendo promovida a Mostra Gastronómicas das Aldeias do Xisto, no Restaurante “Casa do Leão”, no Castelo de S. Jorge, durante os dias 27 e 28 de Novembro. Numa parceria com as Pousadas de Portugal.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Dress to work
Uma mulher bonita não passa despercebida. Uma mulher feia passa. Mas uma mulher que não queira passar despercebida, certamente conseguirá o seu objectivo, mesmo que não pelas melhores razões. A máxima a reter - aplicável sobretudo às mulheres, que não têm a facilidade (e ainda bem) de recorrer àquele código uniforme, da camisa, do fato e da gravata - é a seguinte: "Diz-me como te vestes e que calçado usas, dir-te-ei o nível de equilibrio emocional em que te encontras." Não tem somente que ver com bom gosto nem com o bom senso ou disposição com se se abre o armário, quando de manhã, no fundo, decidimos a imagem que queremos que marque o nosso dia, e aquela com que queremos que toda a gente fique de nós mesmos, assim que olhe para nós.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Formas de sentir
Os Limites do SentidoO significado de uma palavra é a sua utilização na linguagem. Mas pode fazer muitas outras coisas para além de retratar a realidade. Onde se encontram os limites do nosso pensamento? Nos boatos? Um boato não é admissível como prova em tribunal, ao passo que muitas as vezes é a única prova em que um historiador pode e fundamenta criteriosamente as suas revelações. Não será a nossa vida entendida apenas pelo seu passado? O supremo paradoxo de todo o pensamento é esta tentativa de descobrir algo que o pensamento não pode pensar. SERÁ ASSIM NO AMOR ENTRE DUAS PESSOAS?
Ludwing Wittgenstein
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Chamaste-me?
- Chamaste? terça-feira, 3 de novembro de 2009
SALVAR AS APARÊNCIAS
Aristóteles
sábado, 24 de outubro de 2009

ENSINA-ME A VOAR
Eu sei que as leis e os decretos te ocupam bastante tempo... e mais ainda as outras coisinhas!
Mas "olha": Escreve, vai escrevendo, não deixes passar tantos dias sem dar notícias. É que na verdade, os teus pensamentos são um conforto em certos dias, quando julgamos não haver mais ninguém a querer voar como nós, E NÓS...SOMOS UM TODO, um todo desejado em partilhar. Da minha parte, e agora que desabafei, partilharei a partir de hoje as minhas desavenças filosóficas.
Leonardo da Vinci
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Que a vida é toda secreta*
Uma esperança à espera de o ser
Há um caminho trilhado por ninguém
Um jardim de flores por nascer
Um coração para arrancar de um peito
Uma saudade que corrompe o presente
Um futuro que nunca irá ter fim
E um corpo que só a dor consente
Lua cheia num céu vazio de estrelas
E o arrepio de uma noite sem ti
Haverá isto, e tudo o mais também
Que a vida é toda secreta ... por aqui
(Helder Salvado)
* Verso do poema Soledad de Cecília Meireles
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ladrão que rouba ladrão...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Simples

«Bem amiga, vou sair.
Pode ser que amanhã quando acordarmos os problemas do mundo tenham desaparecido.
LOL
Os nossos dramas pelos menos, vá...»
Dito por volta da uma da manhã, por alguém que normalmente me costuma encher o coração. Para tanto, bastavam as memórias que guardo desde a infância. Dos tempos em que ao sair da escola primária, compunhamos um melodia para os poemas que encontrávamos nos livros de língua portuguesa, bem como coreografias para as músicas já conhecidas. Dos tempos em que arranjavamos desculpa para ires ver o meu cantinho das barbies. Nunca ninguém me conhecerá tão bem como alguém que tenha brincado comigo às barbies, e sobretudo alguém que soubesse brincar às barbies, coisa que hoje em dia, a ver pelas crianças que passam lá por casa, não é comum. As barbies já estão na minha gaveta, mas a verdade é que fazemos questão de construir juntas novas memórias.
Não se pode desperdiçar alguém que conhecemos desde sempre!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Aparição
Hoje vi-te. Olhei para ti verdadeiramente. Apareceste de repente, já noite, mas não te soube dar a devida atenção. Quando os problemas nos absorvem, o raciocínio fica prejudicado pela maneira egoísta e pobre como olhamos para o que nos rodeia, mesmo que isso possa ser a coisa mais importante que temos na nossa vida. Que interessa isso quando, absortos, nada mais existe senão o mundinho de pluri-evidências, nas quais pensar e repensar já não leva a porto nenhum. A verdade é que há momentos em que devemos estar sozinhos e em que o confronto com o outro - quem quer que seja - não nos favorece. Pelo contrário, de mim falo, elevam mentalmente cada defeito, cada preocupação, e para minha revolta, aumentam o volume de cada suspiro de que tenho vontade. Se abrir a boca, o que nestes momentos se torna um esforço imenso, e até uma busca de respostas simples a perguntas simples, será certamente para lamentar-me, como se o outro não estivesse ali, sendo que o mais certo é remeter-me ao silêncio pesado que sei que o meu rosto carrega. O diálogo que possa estabelecer-se então, não deve conter mais do que uma ideia - uma ideia simples - de cada vez, para que eu me matenha paciênte, e para que o meu espírito não se distraia comigo própria. Inevitávelmente, fico impaciente e nervosa. E tu estás ali, e não te vais embora sem que eu te diga que podemos ir. Quando fico sozinha percebo que te podia ter dado mais um beijo, e que talvez isso chegasse para te consolar - a ti e a mim. Não consegui ser coerente, nem consigo parecê-lo, quando penso e várias coisas ao mesmo tempo, sem que nenhuma delas seja o momento que nos está a acontecer. Não te vi, na verdade. quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Fogo na noite escura
Claustro incompleto à espera do fim
Dono de uma alma em contrabando
Em múrmurios e preces pelo nada
Tudo acaba sem dados lançados
O meu começo foi o prenúncio do meu fim
Que pela estrada já vai chegando
A serpente e o veneno que mata
Vou caminhando na escuridão
Descendo as águas do rio que não me conduz
Que este caminho é poeira e solidão
Beco ou impasse que não seduz
Este caminho é poeira e solidão
Sangue que já estancou no coração
Num peito ainda em chama
Por este fogo que eu pus
(Salvado)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Agir
domingo, 4 de outubro de 2009
Shhhhhiu
Não interrogues.
Cala.
O melhor do relacionamento entre duas pessoas e entre o mundo em geral pode mesmo traduzir-se num silêncio.
O cuidado de não ferir o outro e a desnecessidade de impor o nosso ponto de vista quando não é preciso é uma finesa que nem toda a gente consegue ter.
Exige uma sensibilidade apurada que raros seres humanos atingem, e que a convivência em sociedade implora.
Cheguei a defender, dogmaticamente, que tudo se pode dizer, dependendo do modo como se diz. Das palavras escolhidas e até da entoação com que se dizem.
É um erro.
Aqui, e em jeito de prece: 'Há coisas que não se podem dizer'.
Simplesmente.









