Sabem todos que lá vão que a Rita gosta do Chico.
E há quem diga à boca cheia, que depois de tanta fita,
o Chico de volta e meia, prega dois beijos na Rita!
Onde é que eu já ouvi isto?
Sabem todos que lá vão que a Rita gosta do Chico.
E há quem diga à boca cheia, que depois de tanta fita,
o Chico de volta e meia, prega dois beijos na Rita!
Onde é que eu já ouvi isto?
Eu até sei que tenho uma estrelinha da sorte, uma espécie de varinha mágica que me acompanha para todo o lado. Não que a traga pendurada ao pescoço, não que a traga na minha mala. Mas sinto-a. Mesmo nos momentos em que tudo parece desmoronar, naquelas horas em que não tenho a certeza das minhas capacidades. Confio em algo ou alguém que sei que está por ali. E se eu fizer a coisa certa, não me vai deixar pendurada. É certo e sabido que tudo vai correr bem. E no seu tempo. Nada de pressas nem de pressões. Nem depressões. Nem de tristezas. Nada de pensamentos negativos. Porque encarar a vida com um sorriso é abrir portas e janelas. Sim, é "meio caminho andado". É uma maneira de passar pela vida, sem sofrer demasiado com as dificuldades que sentimos quando de manhã acordamos. Porque um obstáculo logo pela manhã, pode fazer-nos lidar de maneira diferente com aquele problema que de repente nos aparece ao final do dia, e que temos de resolver. Quando há uma recompensa, por mais pequena que seja, essa conquista é um triunfo, que há que salvaguardar, e retirar dele o máximo proveito. Reanimar as tropas e continuar a ser o que tenho sido. A palavra de ordem é "capacidade", que se concretiza com trabalho e com alegria. E que me faz acreditar que eu CONSIGO. E consegui. Mas nada disto nasceu comigo. Aprendi. Tentei. Errei. Estou aqui.

Diz-me coisas bonitas. Diz-me que isto nunca vai acabar. Isso basta-me para, apesar de tudo, eu ser uma pessoa melhor. Com os outros, mas sobretudo contigo. Dá-me a certeza que há pernas para andar, e relembra-me de todas as coincidências que nos fazem continuar juntos. Quero abraçar toda uma vida idealizada, sentir a tua presença nela. Sentir-te por perto e lutar por tudo aquilo que nos une. Serei sempre cada vez mais pertença TUA. Caminho na tua direcção. Concretizo um sonho a cada dia que passa. Conhecer-te como conheço tem levado à acomodação de feitios que já não posso deitar a perder. E é aflitivo pensar em tudo o que está por construir e concretizar. Pelo menos essa vontade angustiante não vai perder-se nunca. O desejo um do outro permanece em nós, venha quem vier. Os laços criados não podem mais ser desfeitos sem deixar marcas para sempre, nem poderia ser de outro modo: estas marcas na nossa expressão, nos julgamentos interiores que fazemos, inevitavelmente influenciados um pelo outro, estas marcas na pele, no corpo, no coração que sempre palpitará por ti. E se toda esta vontade de viver contigo for real, e portanto, eterna, serei feliz quando conseguir ter tudo o que me pertence. Ter a minha inocência, e o meu eterno amante. Tudo o que, pelo menos até hoje, eu já conquistei.
E A HISTÓRIA É CRIAÇÃO NOSSA.
REPETE-SE QUANDO QUISERMOS.
ACREDITA COMIGO.
Trazia consigo a graça
Desde cedo, aprendi a fazer planos. Nunca fui de pensar apenas no Hoje e de fazer do imediato o meu modo de vida. Por isso, nunca foram fáceis as minhas escolhas. Mas, definitivamente, não gosto de tomar grandes decisões de futuro. E quando toda a gente espera uma decisão da minha parte, daquelas que só eu sei o suficiente (ou não) para tomar o rumo certo, demoro sempre tempo de mais a tomar qualquer decisão, quase a ponto de pôr em causa a minha própria possibilidade de escolha. E quando esperam de mim uma resposta, fico com medo. Preciso de alguém que me dê a mão, e que me puxe/empurre para onde eu decidir ir. Mesmo que a dúvida seja tão insignificante, mesmo que tenha efeitos limitados ao dia seguinte, às próximas horas. Na verdade, não foram muitos os momentos em que fiz alguma coisa sem pensar mais do que... tempo demais! Mas sempre fui feliz nas minhas escolhas. Profissionais. E pessoais. Como cresci nos últimos quinze anos! (aliás, contigo, nos últimos três...)
Mas posso continuar a celebrar o meu próprio dia da criança, que não tem sequer que ser hoje.
Já não me lembro muito bem do argumento desta Série típica das manhãs de Sábado. Conhecidas pelas "Navegantes da Lua", na memória ficou-me um conjunto de amigas um bocadinho fúteis, todas um bocadinho feias, todas muito intriguistas e um bocado histéricas. Havia uma que era a principal - a mais loira e a mais parva! - E depois o amado da loira, desse lembro-me perfeitamente. Era o Mascarado, vestia preto, com uma capa e aparecia sempre para as ajudar. Sim, de vez em quando, elas lutavam juntas contra pessoas que eram do mal mas essa parte eu nunca percebi.
Acho que já na altura não acreditava em nada que não fosse realmente alcançável.
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.
Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.