"- E que somos nós? - exclamou Ega. - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão..."
Os Maias

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sailer Moon - celebrate

Como cresci nos últimos quinze anos! (aliás, contigo, nos últimos três...)
Mas posso continuar a celebrar o meu próprio dia da criança, que não tem sequer que ser hoje.
Já não me lembro muito bem do argumento desta Série típica das manhãs de Sábado. Conhecidas pelas "Navegantes da Lua", na memória ficou-me um conjunto de amigas um bocadinho fúteis, todas um bocadinho feias, todas muito intriguistas e um bocado histéricas. Havia uma que era a principal - a mais loira e a mais parva! - E depois o amado da loira, desse lembro-me perfeitamente. Era o Mascarado, vestia preto, com uma capa e aparecia sempre para as ajudar. Sim, de vez em quando, elas lutavam juntas contra pessoas que eram do mal mas essa parte eu nunca percebi.
Acho que já na altura não acreditava em nada que não fosse realmente alcançável.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amália Hoje (e sempre) em original !

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Na maior parte das vezes,

O trabalho é mesmo recompensado.
Agora resta quase tudo...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hei! Amanhã ainda é tempo de dar afecto.

Hoje o dia não terminou bem. Eu parecia lutar sózinha. Sem glória. Passei, por rotina, a comprar pão antes de chegar a casa. E uma senhora... Disse-me "boa tarde" e tocou-me no braço como se me conhecesse. Não é a primeira nem a segunda vez que acontece, mas foi tão sincera que me fez sorrir quando só queria chorar.
A simplicidade de um gesto transforma o espaço e o tempo em que me encontro e reclama a serenidade de um mundo menos indiferente. Reclama simpatia e afecto. Consegue levar-me DAQUI!! Estava na RUA, completamente desprotegida, nua, sem querer estar ali! Mas senti-me numa rua de Janeiro de Cima, o que equivale a dizer "em casa", "com os meus". E a saudade atravessa-me o rosto.
É tarde. Mas amanhã ainda será a tempo de amar e fazer sentir amados aqueles que amo.
E aos outros também. Quem sabe. Afinal pisamos a calçada, encontramos pedras, apanhamos autocarros, mas cruzamo-nos, a toda a hora, com pessoas...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cordeirinhos

Uff! Parece que nesta altura somos todos levados a comprar umas fitas, a entregá-las a algumas pessoas (àquelas que nos são mais queridas...). Somos mesmo compelidos ainda a comprar uma madeirinha, um grelo (duas fitinhas, com as cores do respectivo curso, para colocar na lapela de um finalista, para quem ignore o que é um «grelo» - eu descobri ontem!).
As lojinhas simpáticas que vendem todo esse espólio de materiais estão completamente cheias! Formam-se filas para comprar só mais aquele emblema!! Causa-me estranheza.
Porque é que não deixaram os últimos dias para pessoas como eu? Que hoje ainda andei feita barata tonta a comprar fitas para entregar?! Estes últimos dias deviam ser reservados para quem realmente ainda não tinha pensado nisso...
O que é certo é que eu não ando especialmente inspirada para escrever fitas. Começo mesmo a achar que me falta o jeito. Nem sei muito bem o que são. Não considero que sejam nem uma despedida, nem uma tentativa de caracterização do outro, nem o descrever de situações vividas. Porque tudo isso é muito (é demais!!!) para figurar naquele bocado de tecido. Ainda assim, uma simples fita consegue ter uma mística que não nos deixa indiferentes. Senão vejamos:
Hoje vi uma lágrima em quem até hoje só tinha visto sorrir.
Já lá iam uns meses que eu não chorava TANTO como hoje.